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Inovação que nasce com o trigo e vira energia limpa

Uma semente de inovação e de desenvolvimento sustentável para cumprir a missão de ter uma matriz energética mais limpa foi plantada em Passo Fundo (RS). Estão em andamento as obras da usina produtora de etanol, DDGS (Distiller’s Dried Grains with Solubles - ou Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, em português) e glúten vital da Be8, empresa líder em produção de biodiesel, a partir do processamento de cereais (milho, trigo, triticale, dentre outros), com previsão para início da operação em 2026.

“O Rio Grande do Sul é um estado importador de etanol e nós, que estamos na cadeia produtiva, com esse investimento, vamos ampliar nossa capacidade de produção de biocombustíveis aqui na Região Sul, aderindo ao Pró-Etanol”, explica Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8. Atualmente o estado importa 99% de sua demanda de etanol e a nova fábrica vai suprir 23% dessa necessidade.

“Este novo empreendimento industrial vai trazer desenvolvimento e oportunidade para nossa região e mais uma solução de energia verde para a transição energética do país”, celebrou Battistella. “Eu tenho dito que não é uma fábrica e sim um parque fabril que vai abrigar quatro fábricas e produzirá alimento humano (glúten vital e CO2), energia renovável (etanol) e alimento animal (farelo) com muita inovação, o que coloca Passo Fundo e o Rio Grande do Sul em destaque nessa área”, destacou Battistella.

Melhoramento genético

Como a região tem baixa condição para usar a cana-de-açúcar como matéria-prima, a nova fábrica vai processar 525 mil de toneladas por ano de cereais para produção de etanol e farelo. O Rio Grande do Sul e o Paraná dividem a liderança da produção de grãos e a indústria de etanol vai ampliar as culturas de inverno.

“Criamos uma parceria com a Embrapa-Trigo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para produção de novos materiais. Eles já têm em seu portfólio de trigo e triticale com concentrações extremamente interessantes de amido para produção de etanol”, afirmou Battistella.

Outra parceria foi constituída com a GDM Genética, grupo global que pesquisa, desenvolve e comercializa produtos com propriedade intelectual em genética de plantas de cultivos extensivos. A empresa realizou desenvolvimento genético de duas cultivares de trigo exclusivas para produção de etanol (BS Etanol e BS Etanol 8). As variedades, por possuírem elevados níveis de amido, são ideais para a produção do biocombustível.

As cultivares de trigo licenciadas à Be8 são resultado de pesquisas desenvolvidas desde 2015 dentro do programa de melhoramento genético da GDM Genética, tendo como premissas características importantes para a produção de etanol, como também para produção de DDG, importante aliado na alimentação animal.

A iniciativa vai representar um incremento na oferta de farelo para as cadeias produtivas de proteínas animais, além de promover investimento em desenvolvimento de tecnologia genética para produção de trigo específico para produção de etanol e de ser uma oportunidade viável de renda para o agricultor com a cultura de cereais de inverno.

“A natureza inovadora deste projeto representa um novo capítulo para o agro gaúcho, agregando valor para toda a cadeia produtiva, com a otimização do uso de áreas produtivas nas culturas de inverno, com desenvolvimento genético de trigo, para atender as demandas em mercados de alimentos e de energia limpa”, disse Leandro Luiz Zat, Vice-presidente de Operações, Leandro Luiz Zat.

Parque fabril

A usina será flexível para a produção de etanol anidro (que pode ser adicionado na gasolina) ou hidratado (consumo direto) e terá capacidade de 220 milhões de litros. Ainda vai oferecer ao mercado o farelo oriundo do processamento dos cereais, conhecido como DDGS (Distiller’s Dried Grains with Solubles) ou Grãos Secos de Destilaria com Solúveis (em português), obtido imediatamente após o processo fermentativo de produção de etanol. Esse é um importante coproduto, com grande potencial de utilização em rações animais. Serão produzidos 155 mil de toneladas por ano de farelo.

Também será integrada ao projeto a produção de glúten vital, um concentrado proteico em pó obtido a partir da farinha de cereais. Atualmente todo o glúten consumido no Brasil é importado. Como este projeto inovador, a Be8 suprirá integralmente o mercado brasileiro, com capacidade para atender ao Mercosul também. A unidade produzirá 26,9 mil toneladas/ano de glúten vital.

“Assim como em toda a história da Be8 em Passo Fundo, o crescimento da empresa se reflete diretamente em ganhos na comunidade local e também benefícios em desenvolvimento da economia regional e geração de empregos”, disse Battistella.

A unidade contará com autoprodução de energia elétrica com cogeração a partir de biomassa e a oferta de energia excedente será disponibilizada na rede de distribuição do município. Não haverá lançamento de efluentes líquidos, que serão utilizados para produção de vapor no processo de produção. A planta será preparada, ainda, para requisitar todas as certificações conquistadas pelas demais operações da Be8.

12 a 14 de agosto de 2025

Passo Fundo/RS

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