Trigo, valeu a pena? Uma abordagem metodológica e financeira em 24 safras
O salto na produtividade do trigo em diferentes regiões do país está atrelado à pesquisa de tecnologias adequadas às necessidades específicas de cada região produtora, sempre buscando que a qualidade do produto atenda de toda a cadeia do trigo, desde o produtor, cerealistas, moinhos e o consumidor final. E para viabilizar o cultivo que sofre redução de áreas em detrimento ao mercado e do clima em certos estados do país, a cadeia tem se organizado para estabelecer, ainda antes do plantio, parcerias mais firmes entre a indústria e o produtor. Esses e outros assuntos foram debatidos durante Fórum Nacional do Trigo, em Passo Fundo (RS). A programação é paralela à 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), que será realizada nos dias 3 e 4 de julho. Ambos eventos são promovidos pela Biotrigo Genética, com apoio da Embrapa Trigo. A palestra de abertura teve à frente o pesquisador da Fundação ABC, Cláudio Kapp Júnior que abordou “Trigo, valeu a pena? Uma abordagem metodológica e financeira em 24 safras. O tema da palestra foi um estudo realizado pela Fundação ABC em lavouras de trigo do Paraná e São Paulo apontou que a cultura trouxe lucratividade aos produtores que cultivaram consecutivamente o cereal no inverno. Segundo o pesquisador do setor de Economia Rural da Fundação ABC, Cláudio Kapp Júnior, responsável pela pesquisa que analisou o banco de dados coletados pelas cooperativas Capal, Frísia e Castrolanda, há 24 safras deu-se início ao controle dos níveis de produtividade dos produtores e dos níveis de custo de produção, juntamente com a Fundação ABC. “Com base nestes dados, realizamos uma análise para entender qual o resultado do trigo e percebemos que ocorreram safras em que o produtor perdeu dinheiro e outras em que ele ganhou, mas as safras em que ganhou dinheiro superaram as safras negativas. O estudo comprova uma rentabilidade acima de R$ 200 por hectare, mostrando o trigo como boa opção de inverno”.
Cláudio diz ainda que são casos reais registrados no PR e SP de produtores que, independente do mercado ou do clima, sempre cultivaram o trigo. Também frisa a importância de ser implantada uma metodologia que diferencie o fluxo de caixa e a gestão, para compreender que a cultura pode ser boa opção financeira para a safra de inverno.
Nesta edição, a promoção dos eventos ficou a cargo da Biotrigo Genética, com apoio da Embrapa Trigo, ambas de Passo Fundo (RS), além dos patrocínios das empresas Basf, Syngenta, Bayer, Coamo, Granotec, Agrária, Apasem e FMC.
Assista aqui o vídeo de cobertura do Painel.
