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Legislação torna mais rígidos limites da micotoxina no trigo

O Sul do Brasil concentra 90% da produção nacional de trigo e nessa região a principal doença é a Giberela, causada por espécies do fungo Fusarium graminearum, que ocorre especialmente em anos com frequentes períodos de chuva durante o estádio de florescimento. Ao colonizar os grãos de trigo esse fungo produz, principalmente, a micotoxina deoxinivalenol (DON), que representa risco para a saúde das pessoas e dos animais, sendo objeto de legislação específica para limites máximos de tolerância nos alimentos. O manejo da Giberela do trigo no campo, foi abordado pelo fitopatologista da Biotrigo Genética, Paulo Kuhnem. Pela nova legislação de limites máximos toleráveis de DON nos grãos e farinhas terem ficado mais rígidos a partir de janeiro de 2019 ele enfatizou que o manejo para a adequação destes níveis de DON começa no campo pela utilização de cultivares com maior nível de resistência genética associado a aplicação de fungicidas. “Por não se dispor ainda de cultivares imunes é muito importante que os produtores e assistência técnica estejam monitorando o desenvolvimento da cultura e as condições climáticas para realizar aplicações de fungicidas no florescimento e reduzir os teores de micotoxinas nos grãos colhidos”, disse.

A pesquisadora da Embrapa Trigo, Casiane Salete Tibola abordou as estratégicas para minimizar a contaminação do trigo por micotoxinas. Ela destacou a importância de medidas pós-colheita para minimizar a contaminação do trigo e derivados visando contribuir para a produção de alimentos seguros e garantir liquidez no mercado.

A especialista em engenharia de alimentos e supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi, tratou sobre as possibilidades de redução de DON na pré-moagem e abordou uma visão geral do problema. Segundo Kênia, a nova legislação que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, baixou para 750ppb o limite de DON para farinha de trigo. Ela destacou que os elos da cadeia devem utilizar todas as ferramentas que dispõem para atingir esses novos limites e ter uma melhor comercialização dos lotes.  “O produtor possui opções de cultivares mais resistentes à Giberela e ainda tem como ferramenta realizar manejo indicado, pois não pode contar com o clima, por não poder controlá-lo. Os cerealistas podem ser eficientes no recebimento através da pré-limpeza, mesa de gravidade e também com o cuidado o armazenamento dos grãos. Já os moinhos possuem equipamentos mais específicos, como a selecionadora ótica, que através de infra-vermelho detecta e descarta os grãos contaminados e as impurezas, além do peeling - equipamento que remove a camada mais externa do grão aonde se concentrados os maiores níveis de bactérias, micotoxinas e agrotóxicos”, destacou.

O painel sobre Giberela aconteceu nesta terça-feira (2), na Universidade de Passo Fundo/RS, durante o Fórum Nacional do Trigo, antecedendo à 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), que acontece nesta quarta e quinta-feira (3 e 4 de julho). Ambos eventos são promovidos pela Biotrigo Genética, com apoio da Embrapa Trigo, com patrocínios das empresas Basf, Syngenta, Bayer, Coamo, Granotec, Agrária, Apasem e FMC.

 

Assista  o vídeo de cobertura do Painel.

 

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